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A eleição para o Conselho Tutelar foi um bom laboratório para o pleito de 2020

Mesmo sendo uma eleição facultativa, o eleitor se expressou de maneira bastante convincente.

Para um bom observador político, o pleito que se encerrou ontem com a eleição para suprir duas vagas no quadro do conselho tutelar de Espigão do Oeste serve como parâmetro para uma pré analise da relação entre a sociedade e as urnas, uma relação bastante interessante no seu contexto geral.

Durante o período eleitoral, os candidatos se utilizaram de ferramentas e estratégias para atrair o eleitor liberado de seu compromisso obrigatório (e democrático) de comparecer às urnas. Um panorama inverso das eleições convencionais com a obrigatoriedade.

Ao fazer uma análise de algumas estratégias de campanhas se pode perceber as mudanças racionarias que a sociedade vem silenciosamente adotando no tocante a sua participação nas chamadas mobilizações políticas. O eleitor hoje se mostrou muito mais politizado.

Algumas campanhas apostaram nas redes sociais, com exposição maior e alcance rápido, mas que provou ser uma faca de dois gumes. Faltou conteúdo nas propostas e sobraram discussões e lavação de “Roupa Suja”, a falta de domínio inviabilizou a ferramenta.

Outras optaram pela velha campanha de panfletagem e barulho nas ruas com som volante, que também não se mostrou eficaz diante do desinteresse do cidadão que no seu afazer cotidiano não foi atraído por essa estratégia ruidosa e poluente.

Restou a velha e porem ainda eficaz campanha corpo a corpo

Ambas as candidatas eleitas vieram dessa escola, com suas campanhas feitas com base nessa receita caseira: família, amigos e comunidade envolvida no mesmo objetivo. O resultado mostrou que a sociedade/votante não quer só ouvir, ela também quer falar.

Finalizada a apuração, tudo que ocorreu entre erros e acertos servem de informação para se utilizar nos próximos pleitos. Muita mídia sem conteúdo atrativo e convincente podem saturar a proposta e deixar o projeto no meio do caminho.

Aqueles que preferem ter como profissão um mandato eletivo, fiquem atentos ao recado deixado pelos 1.733 cidadãos que votaram ontem. Gislaine Dias foi eleita com 232 votos, quantidade próxima aos últimos colocados na eleição para vereador.

Autor: Luizinho Carvalho/Cientista Social

Foto: Rita Gasparim