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Comunidade da Linha 38 faz a recuperação de estrada com pás e carriolas

Moradores executam operação tapa buracos para não ficarem isolados pela falta de estrada.

As imagens de moradores da comunidade Betel na Linha 38 que improvisaram “Mutirão” para dar trafegabilidade na estrada chamou a atenção. Munidos de pás e carriolas passaram o dia tapando os buracos na estrada.

O objetivo do “Mutirão” é dar condições para o ônibus do transporte escolar chegar a comunidade e pegar os alunos assim como o ônibus de transporte que faz a linha regular e que atende a comunidade uma vez por semana.

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A iniciativa da “Frente de Trabalho” para executar a operação “Tapa Buraco” na Linha 38 mostra o desespero dos moradores diante do risco de ficarem isolados devido à falta de manutenção da estrada.

Que as imagens sejam um alerta para as autoridades constituídas. Cidadãos que contribuem com seu trabalho, que pagam os seus impostos e, o mínimo que o estado deveria retornar lhes é negado.

                    “O distrito do Pacarana não é um peso para ser ignorado”

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O distrito do Pacarana que elegeu dois representantes ao Legislativo Mirim, vem enfrentando dificuldades na manutenção do atendimento básico a população que clama por ajuda.

A falta de manutenção na malha viária em tempo hábil dificulta a vida de milhares de moradores que tem o distrito como referência. A distribuição de água tratada é precária, coleta do lixo parada, carro pipa também.

Essa deficiência na prestação de serviços à comunidade mostra a ausência do poder público na localidade. “Nossos representantes só aparecem por aqui nos eventos de festa e vão embora”, desabafou um morador.

Pacarana pelo seu potencial produtivo, número de moradores e extensão de território poderia ser um município, porem é ignorado pelos gestores, carrega o estigma de ser o distrito mais afastado e o último a ser atendido.

O distrito tem uma sociedade trabalhadora e ordeira que aprendeu ao longo dos anos de sofrimentos, a improvisar soluções e tocar a vida sem esmorecer na sua luta pela sobrevivência. Um povo que merece respeito.

Uma comunidade que é assediada em épocas de eleições por aventureiros em busca do voto. Na sua maioria nem conhece a realidade de uma população acolhedora que recebe a todos de braços abertos.

Autor: Luizinho Carvalho/Cientista Social