Escola sertanista Benedito Brigido realiza 2º formatura do ensino médio

A cerimônia de formatura das alunas aconteceu na aldeia central do Roosevelt.

Na sexta feira (15), sete alunas da etnia Cinta Larga da escola sertanista Benedito Brígido da Silva, concluíram o curso de ensino médio e receberam o certificado. A cerimonia aconteceu na maloca da aldeia central do Roosevelt distante 75 km de Espigão do Oeste.

A formatura da 2º turma do ensino médio da escola sertanista benedito Brígido contou com as presenças de familiares e as principais lideranças da etnia Cinta Larga que vieram prestigiar o evento.

IMG_1209

A decoração da maloca para receber as formandas foi atípica com temas voltados para a cultura Cinta Larga. Todo o trabalho foi coordenado pela vereadora Lirvani Storch que se deslocou na quinta feira para a aldeia e, junto com os professores cuidou dos detalhes do evento.

O cacique geral, Marcelo Cinta Larga destacou a importância do estudo para que os povos indígenas avancem em suas conquistas junto aos brancos.

IMG_1308

Durante a cerimônia as lideranças fizeram o uso da palavra com destaque ao sexagenário líder Cinta Larga, cacique João Bravo que cantou na língua materna saudando as formandas.

A representante de ensino de Espigão do Oeste, professora Helena Donini destacou a luta das sete mulheres nessa longa jornada até esse momento da formatura.

IMG_1131

Helena conclamou os jovens a seguir o exemplo das mulheres e se voltarem para o estudo como forma de melhorarem o entendimento junto a sociedade do homem branco.

“Quero aqui parabenizar a luta dessas mulheres que são mães e donas de casa que foram à luta e conseguiram vencer”, citou a professora Helena.

IMG_1244

Participaram da cerimônia de colação de grau das formandas do ensino médio o presidente da câmara, vereador Zonga, vereadora Lirvani Storch, professora Helena Donini (Seduc), representante da educação indígena para Espigão, professor Anemã Yrun Cinta Larga, funcionários da FUNAI, os caciques: Marcelo, João Bravo, Nocoça Pio, Ronildo Apurinã, professores da escola sertanista Benedito Brigido da Silva e os familiares das formandas.

Autor: Luizinho Carvalho/Sociólogo

Fotos: Arquivo/folhaespigao