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Governo está coagindo e humilhando professores e sindicato não faz nada

“Cada dia mais obsceno e escandaloso”, definiu o deputado Hermínio Coelho, (PDT), ao falar sobre o tratamento despendido pelo governo de Rondônia, através da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a professores e outros profissionais em educação.

A situação é antiga e o descaso permanente, mas tomaram proporções ainda maiores na última semana. Nos últimos dias, no setor de Lotação da secretaria, inúmeros professores foram maltratados pela gestão Confúcio Moura (MDB) com total anuência do secretário da pasta, Florisvaldo Alves da Silva.

O parlamentar recebeu diversas denúncias de descaso, omissão e negligência. Docentes chegam a passar mais de 10 horas aguardando atendimento; quando finalmente chamados, são obrigados a passar por uma série de constrangimentos, tristeza, sofrimento e humilhação, principalmente os domiciliados em Porto Velho.

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Muitos educadores da Capital foram praticamente coagidos a trabalhar em Candeias do Jamari, quando não lotados em quatro ou cinco escolas em locais completamente distantes um do outro.

“E se o professor não aceita lecionar em Candeias, incluído em quatro ou cinco escolas, ou mesmo dar aulas de disciplinas que não são de sua alçada, recebe logo uma ameaça de corte no ponto. A pressão é tão grande que muitos acabam aceitando, mesmo sendo uma obscenidade criminoso”, declarou o deputado.

A espera é tão longa que, de acordo com relatos, uma professora chegou a desmaiar de fome, pois teria passado horas sem comer e, principalmente, sem ingerir remédios necessários à manutenção da saúde.

Moradia inviolável

De acordo com os seguranças da secretaria, após as 13h30, final do expediente regular na pasta, professores não podem entrar e muito menos sair do local, sob pena de perder a vez no atendimento, figurando violação completamente imoral do direito de ir e vir do cidadão.

O motivo: o governador Confúcio Moura (MDB) está morando no complexo, logo, manter os profissionais aprisionados ou mandá-los embora de vez, sem atendê-los, seria simples medida protocolar de segurança.

“É vergonhoso o modo como o governador trata os professores. Inadmissível. Pessoas chorando, desmaiando, passando mal e a Administração Pública não quer nem saber. Confúcio deveria ter vergonha! ”, declarou Coelho. O mesmo não vale para os funcionários administrativos da própria secretaria, que podem entrar e sair quando quiserem sem justificar.

Silêncio do Sintero

Para Hermínio, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) não é mais o mesmo. Omisso, faz de conta que nada ocorre enquanto o professor de Rondônia vive o seu pior momento. O Sintero já foi o sindicato mais atuante de Rondônia, sem sombra de dúvidas. Hoje está calado, silente, de cabeça baixa aos desmandos do governador.

“O professor de Rondônia é tratado como lixo. O educador não tem mais voz, fazem o que bem entendem com as pessoas que deveriam receber de nós, políticos, demais autoridades públicas e também da sociedade civil organizada todo o apoio, valorização e dedicação possíveis.

Espero, pelo bem da credibilidade da entidade, que essa postura passiva mude de agora em diante”, disse. O deputado garantiu que irá tomar providências para solucionar o caso.

Fonte: Assessoria